quarta-feira, outubro 18, 2017

PPP Outubro 2

Aqui, as reticências "Caso tu..." a iniciar o texto e foto que escolhi


"Caso tu tenhas dúvidas sobre o que deves comer, escolhe o que é uso nas terras onde estás: chegam-te as lapas frescas, com sabor a ilhas e a mar. E nunca mais te esqueces!"

Outras sugestões com outros textos que (não) cheguei a inventar:
Bucho e Maranho na Sertã

Pézinhos de coentrada em Castelo de Vide

E "caso tu..." não saibas onde estás, tens sempre os pontos cardeais para te orientar

ou sinal na porta onde deves entrar

E caso tu tenhas dúvidas sobre o Outono...

...ou onde te sentar e descansar, verificando o redondo da Terra...

O paraíso pode ser um pequeno nada

E seguindo os pequenos nadas anteriores. 
Quando foi preciso, à força e de repente, arranjar um infantário para o filho, mal acabados os dois anos em casa... tivemos más experiências. No primeiro, recomendado por amiga, escolhido aqui perto porque não se tinha carro e era preciso ir a pé, fiz um chinfrim logo que soube que algumas crianças estavam em casa com meningite (não se falava em vírica ou bacteriana, era uma doença grave e pronto) e consegui que a Direcção Geral de Saúde lá fosse.
E outras coisas do livro que poderia escrever "Como criar um filho com poucos recursos humanos e financeiros". Entretanto, a orientação do melhor pediatra que se consultava, o Dr. Virgílio Moreira, foi para "O Paraíso Infantil", difícil de obter vaga, mais longe, com horários diferentes e complicados de conciliar com o trabalho... Mas tudo isto a propósito de me ter lembrado da cantiguinha desse infantário, muito avançado para o tempo: "O Paraíso é jardim encantador..."
Assim, há mais de 10 anos, o PPP, todas as semanas é como um jardim: menos gente, mais gente, mas é um lugar alegre, de aprendizagem, de arte também, de conhecimento de outros mundos e afectos.
"Justine", uma companheira antiga, sugeriu na 1ª semana de Outubro uma foto/texto "Ao jeito de cartilha" com a sílaba "le". Como sempre, vejo e escolho várias fotos, várias palavras, vários motivos.
A que acabei por escolher foi esta: Lepidóptero, com o texto

"Acabei por sorrir para mim mesma: de todos os “les” que fui vendo e pensando, aconteceu-me reparar nesta palavra de que nem me lembrava. Para uma borboleta, convenhamos que lhe ficava bem outro nome, mais leve ou elegante... Mas como vem do grego “lepi”, traz consigo as formas clássicas e belas da Grécia, o sol e as cores radiantes, está perdoada: a minha borboleta de Maio."


e uma segunda escolha que guardei:


Havia ainda estas: Lezíria
Levante
Lêveda
São assim, paraísos de pequenos nadas, algumas vontades, muita partilha amiga.

sábado, outubro 07, 2017

Uma vez mais, apontamentos dos dias

Para não me perder das coisas que gosto, deixo o que vou vendo e me adoça. Já que "de meninas" nem posso falar... fica-me o carinho com que (explico) o que são as oliveiras, o que são as aves, o que são as ondas. Se não estiver (eu) alguma fotografia há-de sobrar para S. Isso e papéis. Isso e livros. Isso e lugares.


















O meu gosto pela Natureza. Larga de horizontes e de pequenos nadas, felizes.


segunda-feira, setembro 25, 2017

Sa(l)ir

Uns dias doces, o ano foi o passado.
Espero rever, a doçura ou a violência do mar, os tons de Outono em pequenos passos, olhar as aves em grandes ou curtos vôos. Ver tudo igual e sempre parecer diferente.
Passar o Alentejo e ficar sempre (lá)presa um bocadinho. Abrir/lembrar/fechar.
Hei-de escolher as oliveiras, os caminhos do do ouro, das planícies, que vi este ano.
Porque entretanto cheguei e revi a doçura e os tons, as aves em pequenos passos. Repeti o encanto que aqui está.










E todos os fins de dia, na varanda!


sexta-feira, setembro 08, 2017

O Porto de que eu gosto (algum)

Favorecida por ter nascido, vivido e trabalhado, em tempos escuros, em plena Baixa do Porto e na parte "nobre" da Boavista, depois do 25 de Abril voltei a percorrê-la, com claridade e liberdade.
Hoje distingo-me, distancio-me dele, do Porto: com as suas hordas de turismo sem rei nem roque... as ruas são estreitas, entopem-nas com carros e malas, os city-bus são mais que os autocarros de carreira, toda a gente nova bebe na rua, as casas de tradição praticamente acabaram. Dão lugar às mesmas lojas, de todo o mundo e arredores; ou chinesices ou a locandas de gosto duvidoso para caça-turista.
Deve ser sinal democrático: já nem há tabernas por onde a gente se escusava de passar, os "borrachões" estão à solta. Está bonito, sim senhor, o Porto mais na moda, mais lavado, o dinheiro para reconstruções de luxo sobra, os flutuantes flutuam. Os sem-abrigo deixam os colchões e os cartões nas entradas. Os habitantes, os portuenses, mingam.
Estes são aspectos que desejo recordar: a cidade ao longe e as ruas antigas.







 Os diferentes dias



As originalidades velhas, o que se repara nesta época de "racismos" exacerbados


O Mercado do Bolhão "do nosso descontentamento"
Há uma nostalgia: há.